A aproximação do fim da temporada de chuvas e o baixo nível dos reservatórios, principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, tornam o racionamento de energia cada vez mais necessário, na avaliação de analistas. Para eles, se o governo não adotar medidas de redução obrigatória de uso de energia neste ano, o impacto em 2015 será grande. Para os analistas do Citi Research e do BTG Pactual, é praticamente certo que as metas traçadas por órgãos oficiais e por consultores para evitar o racionamento não serão atingidas. O UBS afirma que os argumentos do governo federal não são convincentes para explicar por que o risco de déficit no abastecimento de energia ainda é considerado baixo. "Entendemos que o governo brasileiro ainda não abriu um diálogo com o mercado, incluindo grandes consumidores de energia, o que aumenta nossa preocupação de que não vai decretar ou planejar um racionamento de energia, mesmo se for necessário", escreveu a analista Lilyanna Yang, do UBS. Antonio Junqueira e João Pimentel, analistas do BTG Pactual, acreditam que quanto mais riscos o governo aceitar ao evitar um programa de racionamento, mais crescem as possibilidades de um apagão. "A falha em implementar imediatamente o racionamento torna claro que as decisões até agora foram políticas, e não técnicas", acrescenta a equipe do Citi. "Por critérios técnicos, o Brasil já deveria ter posto em ação um regime de racionamento moderado em março, de 5% nas regiões Sudeste e Centro Oeste", afirmam os analistas do Citi. O BTG Pactual sugere um racionamento de igual proporção por um período de seis meses. (Valor Econômico – 03.04.2014)
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