O empréstimo à CCEE será divido em parcelas mensais de acordo com a necessidade de financiamento das distribuidoras. Além do custo mais alto da energia térmica por causa da estiagem que atinge os reservatórios das principais hidrelétricas do País, as companhias estão precisando comprar eletricidade no mercado de curto prazo, já que o leilão de energia realizado no fim de 2013 foi insuficiente para atender toda a demanda das empresas. Para atenuar esse problema, o governo marcou um novo leilão para o dia 30 de abril, com a esperança de cobrir os 3,3 mil MW médios que faltam. Dessa forma, seria menor a necessidade de comprar, no mercado à vista, essa energia mais cara. Mesmo assim, a necessidade de financiamento do setor já ficou bem maior que a prevista há apenas um mês. Além dos R$ 11,2 bilhões, o Tesouro já incluiu no orçamento de 2014 outros R$ 13 bilhões em recursos direcionados à CDE. Esse fundo passou a ser usado para cobrir encargos e uma série de penduricalhos cobrados nas contas de luz. De qualquer forma, ficará a cargo dos consumidores pagar essas duas faturas. A parte emprestada pelos bancos, e seus respectivos juros, será incluída nos reajustes anuais das tarifas a partir de 2015. (O Estado de São Paulo – 10.04.2014)
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