As distribuidoras de energia ignoram a situação de aperto de caixa, quando o assunto é "smart grid", como é chamado o conjunto de tecnologias que formam a rede elétrica inteligente. Empresas do setor estão colocando na praça este ano a encomenda de mais de 1 milhão de medidores eletrônicos para residências e estabelecimentos comerciais de pequeno porte. O medidor digital é a tecnologia de "smart grid" mais conhecida no país. Somente a Light, distribuidora que atende a região metropolitana do Rio de Janeiro, iniciou licitação para a compra de 1 milhão de medidores nos próximos cinco anos. "Este processo licitatório é um dos maiores do mundo com relação ao "smart grid". Temos expectativa de concluir o processo até o meio do ano", afirma o superintendente comercial da Light, Marco Antonio Vilela. O projeto é fundamental para que a empresa se enquadre na meta definida pela Aneel de 30,5% de perdas não-técnicas (furto e fraude de energia) sobre o mercado de baixa tensão até 2018. O índice de perdas não-técnicas da Light no fim do ano passado era de 42,2%. A adoção dessas tecnologias pode gerar ainda outros dois benefícios significativos para a distribuidora, segundo Vilela. O primeiro é a redução da inadimplência. O outro é a diminuição de custos operacionais, já que algumas atividades, como a leitura do consumo e o corte e religamento de unidade de consumidora, poderão ser feitas remotamente. Esses dois pontos podem fortalecer o caixa das distribuidoras em tempos de aperto como o momento atual. (Valor Econômico – 10.04.2014)
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