O presidente da CCEE, Luiz Eduardo Barata, não afasta a possibilidade de negociar mais recursos com os bancos, dependendo do resultado do leilão especial de energia que o governo fará no dia 30 de abril. "Eu não descarto essa hipótese. Se for necessário um complemento do empréstimo, isso será discutido", diz Barata. Ele não confirma, mas fontes próximas às negociações com os bancos garantem que o BB e a CEF vão entrar com R$ 2,5 bilhões, cada um, no financiamento total. Bradesco e Itaú teriam acertado participação de R$ 2 bilhões cada. O Santander entraria com R$ 1 bilhão, aguardando autorização da matriz espanhola para fechar o negócio, e o restante seria dividido entre os demais bancos que integram a lista divulgada anteontem pelo Ministério da Fazenda. A remuneração deverá ser de CDI mais 1,9% por ano. O dinheiro do financiamento será liberado mês a mês para a CCEE. Para justificar seu otimismo em aprovar a operação financeira "quase por unanimidade", Barata destaca a importância do empréstimo para livrar o mercado do risco de inadimplência na liquidação dos contratos de compra e venda de energia. "A liquidação depende substancialmente de concluirmos esse financiamento", diz o presidente da CCEE. "O ideal é que os nossos reservatórios estivessem cheios e não precisássemos gerar energia térmica. Mas tivemos que buscar uma solução. E a solução encontrada foi a de nos autorizar um financiamento. A nossa missão é viabilizar o funcionamento do mercado e estamos fazendo isso." (Valor Econômico – 11.04.2014)
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