Rufino garante que não haverá mudança de regras no meio do jogo e que qalquer alteração não acontecerá antes do período chuvoso
Sueli Montenegro, da Agência CanalEnergia, de Brasília, Regulação e Política
11/04/2014
O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, Romeu Rufino, garantiu em conversa com jornalistas que a Aneel e o governo não cogitam promover qualquer mudança de regras "no meio do jogo", em razão da conjuntura de dificuldades do setor elétrico. "Logicamente, vamos fazer no futuro uma discussão do que precisa ser aperfeiçoado", admitiu Rufino, ao acrescentar que qualquer alteração de cárater regulatório dificilmente acontecerá antes do próximo periodo úmido.
Entre os assuntos passíveis de reavaliação, segundo o diretor, está a atual metodologia de cálculo do Preço de Liquidação das Diferenças. "As distribuidoras estarem sujeitas ao PLD nesse patamar é uma situação que precisa ser repensada. Precisamos fazer um esforço, buscar um aperfeiçoamento da regra para evitar que elas fiquem expostas nesse nível", defendeu Rufino nesta sexta-feira, 11 de abril.
O diretor afirmou que a ideia de que o preço usado no mercado de curto prazo passe a refletir a média de preços, em vez do custo da usina mais cara do sistema é uma proposta que merecerá reflexão. "Mas é uma aspecto que ser a discutido dentro do rito apropriado e no momento apropriado", destacou.
Desde agosto de 2012, o PLD passou a ser calculado pela metodologia CVaR (Valor Condicionado a um Dado Risco), que também é usada no planejamento de operação do sistema. Como considera o pior cenário hidrológico, o modelo prevê a geração mais constante de usinas termelétricas, que atuam de forma preventiva para evitar o esvaziamento dos reservatórios das hidrelétricas. Com isso, o PLD tende sempre a ser mais alto, mesmo em um cenário não tão desfavorável como o atual.
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