Mercado de curto prazo e geração termelétrica foram os principais focos do custo
Sueli Montenegro, da Agência CanalEnergia, de Brasília, Consumidor
15/04/2014
O aumento do custo da energia impactou de sete a oito pontos percentuais a tarifa das distribuidoras que já passaram por reajuste este ano, explicou Romeu Rufino, diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, em entrevista coletiva nesta terça-feira, 15 de abril. Ele lembrou que o processo tarifário tem quatro grandes componentes: encargos setoriais, custos de transmissão, custos operacionais e custos de energia. Este último foi impactado pela compra de energia no mercado de curto prazo e a geração termelétrica.
A Aneel aprovou os reajustes de grandes distribuidoras, como Cemig-D (MG) e CPFL Paulista (SP). Rufino disse que não comentaria a campanha publicitária da Cemig-D, que afirmou aos consumidores que não é ela, mas a agência que estabelece o índice de reajuste. "Na minha opinião houve uma desinformação", afirmou.
Ele ressaltou que a Cemig havia pedido um reajuste de 29,74%, mas a Aneel concedeu um de 14,24%. Rufino observou ainda que, apesar de a agência aprovar uma tarifa teto, a empresa tem autonomia para definir descontos para o consumidor, desde que abranjam todas as classes consumidoras.
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