Notícias do setor
17/04/2014
Distribuidoras pedem para Aneel reajuste de até 30,47%

Mesmo com todos os esforços do governo para segurar as contas de luz, seis distribuidoras de energia podem obter hoje reajustes entre 10,49% e 30,47% de suas tarifas. Juntas, elas são responsáveis pelo atendimento de aproximadamente um sexto dos consumidores do país. As empresas alegam principalmente que estão tendo custos maiores com a compra de eletricidade e pediram formalmente esses aumentos à Aneel, que incluiu os pleitos na pauta de sua reunião de diretoria desta manhã. Caso sejam aprovados, os novos valores passam a valer na próxima semana. A alta mais expressiva foi pedida pela AES Sul, que atende 72 municípios no Rio Grande do Sul, incluindo a região metropolitana de Porto Alegre. Ela quer 30,47% de reajuste. Outras cinco empresas buscam aumentos superiores à inflação acumulada nos últimos 12 meses: a baiana Coelba (18,12%), a potiguar Cosern (17,69%), a sul-matogrossense Enersul (16,19%), a cearense Coelce (13,83%) e a sergipana Energisa Sergipe (10,49%). Somadas, essas distribuidoras têm 12,7 milhões de unidades consumidoras, o que representa 17% do total do país. A maior delas é a Coelba. Isoladamente, ela atende 5,4 milhões de unidades, em 415 municípios da Bahia. Um dos principais fatores para explicar os pedidos "salgados" é a entrada de usinas mais caras no "mix" de energia comprada pelas distribuidoras - sem falar no acionamento das térmicas a diesel e a óleo combustível, cujo custo no ano passado foi bancado pelo TN e será repassado às contas de luz até 2018. (Valor Econômico – 15.04.2014) 

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