Notícias do setor
17/04/2014
Argentina: aumento das tarifas permitirá corte de subsídios ao gás em $ 5 bilhões ao ano

Ainda que na semana passada tenha sido oficializado o primeiro aumento das tarifas residenciais de gás depois de 10 anos de congelamento – as altas chegaram a 500% em algumas regiões –, ainda não está claro quanto a Argentina poderia economizar com a retração dos gastos em subsídios à produção e importação de gás. Quando a medida foi anunciada por funcionários do governo, há 20 dias, o ministro da Economia, Axel Kicillof, declarou que o corte definitivo dos subsídios dependerá de como o consumo dos lares evolua, pois se os clientes residenciais baixarem o consumo em 20%, 100% dos subsídios serão mantidos. Ainda assim, estimou que a economia do Estado com a medida oscilaria este ano entre 5 aos 13 bilhões de pesos. O aumento médio para o preço do gás estipulado por resolução da Secretaria de Energia e da Enargas para o bimestre abril-maio será de 190%, o que, em termos econômicos, elevaria para $ 200 cada mil metros cúbicos no período. “O mais provável é que em abril e maio não haja mudanças de consumo, já que os aumentos tarifários não serão tão significativos. Para junho-julho, o cenário mais possível é que 50% dos usuários mudem seus hábitos de consumo; 35% reduzindo em 10% a demanda”, explicou o gerente de uma produtora de gás. (Inversor Energético – 15.04.2014)

 

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