Segundo o diretor-presidente da Abdan, o governo não deverá tomar nenhuma medida em 2014, por ser um ano eleitoral e a energia nuclear ser uma questão sensível para a opinião pública. Ele, porém, defende que a Eletronuclear e a EPE retomem este ano os estudos de campo para a definição dos locais de instalação de novas nucleares no Brasil. Com exceção de Angra 3, a estratégia do governo para o setor está suspensa desde o desastre ocorrido na central nuclear de Fukushima, afetada por uma tsunami em 2011. Os lugares mais indicados pela Eletronuclear e a EPE para construir as próximas quatro usinas nucleares são a região de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, e Belém de São Francisco, entre Pernambuco e Bahia. A ideia inicial era construir duas usinas em cada localidade até 2030. Três anos após o incidente no Japão, os países estão retomando os investimentos no setor. De acordo com a Abdan, há um total de 110 reatores em construção ou já aprovados no mundo hoje. A associação francesa da indústria nuclear (Aifen, na sigla em francês) fará em junho, em Paris, o primeiro congresso e feira mundial de energia nuclear. (Valor Econômico – 17.04.2014)
Localização
(51) 3012-4169
aeceee@aeceee.org.br