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29/04/2014
Novo sistema vai prever mudanças climáticas na América do Sul

A partir de maio, o Brasil começará a disseminar os cenários de mudanças climáticas globais que serão produzidos a partir de seu próprio modelo do sistema climático global. O sistema vai apresentar informações relevantes e mais precisas sobre as condições climáticas da América do Sul, hoje ausentes dos modelos globais gerados por outros centros de pesquisa estrangeiros. O desenvolvimento desse modelo foi coordenado pelo Inpe, em parceria com 17 instituições, mobilizadas pela Rede Clima. Segundo o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Carlos Nobre, o modelo brasileiro é muito sofisticado e da mesma classe do inglês Hardley, utilizado hoje no país. "Por ser desenvolvido no Brasil, teremos mais agilidade para ajustar esse modelo para as questões climáticas da América do Sul, do Atlântico e do Pacífico", diz. Nobre explica que a maioria dos modelos utilizados pelo IPCC para as previsões sobre as condições climáticas da Amazônia, por exemplo, não consegue fazer uma simulação confiável para o regime de chuvas da região. "Chamamos isso de erro sistemático, mas todos os modelos que nós usávamos no Brasil também tinham esse defeito." A Rede Clima, de acordo com secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Carlos Nobre, investiu R$ 15 milhões no desenvolvimento do novo programa de modelagem do clima global. A compra do supercomputador Tupã, em 2010 - o ministério investiu R$ 35 milhões, e a Fapesp outros R$ 15 milhões - também foi fundamental para viabilizar o projeto. (Valor Econômico – 25.04.2014) 

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