Notícias do setor
09/05/2014
Indenização a receber pode chegar a R$ 15 bilhões, segundo Carvalho Neto

Presidente da Eletrobras disse no TCU que espera que balanço do primeiro trimestre comece a reverter situação

Sueli Montenegro, da Agência CanalEnergia, de Brasília, Negócios e Empresas
08/05/2014

O presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, calcula que empresa ainda tem a receber R$ 15 bilhões em indenizações adicionais, resultantes do pagamento por investimentos não amortizados nas instalações de transmissão existentes até maio de 2000ão, além de reformas e ampliações em instalações de geração. Carvalho Neto disse em audiência pública no Tribunal de Contas da União que a empresa teria, em princípio, uma indenização de R$ 12 bilhões, mas ele acredita que esse valor pode ser R$ 3 bilhões maior que isso.

A empresa já recebeu R$ 14 bilhões do Tesouro com a renovação das concessões de geração e transmissão, de um  ativo contabilizado como R$ 31 bilhões no balanço. Ainda falta fazer o cálculo do valor adicional a ser pago. No ano passado, o prejuízo da Eletrobras ficou em R$ 6,3 bilhões,  mas a expectativa do presidente é de que no balanço do primeiro trimestre, que a empresa deve publicar nos próximos dias, esse quadro comece a ser revertido.

"Além da redução de custo, temos uma preocupação muito grande com o não atraso na conclusão das obras", destacou o executivo. Carvalho Neto também destacou a atuação da empresa para destravar processos junto aos órgãos  envolvidos no processo de licenciamento ambiental e o contato permanente com fornecedores para garantir o cumprimento dos prazos de contratos.

Durante a reunião pública que discute os impactos da Medida Provisória 579 e o uso da Conta de Desenvolvimento Energético, o presidente da Eletrobras disse que, "por coerência", defende as medidas adotadas pelo governo para redução da tarifa de energia com a renovação das concessões. Ele contou que antes de assumir a presidência da estatal fazia parte do conselho de infraestrutura da Confederação NacionaI da Indústria como representante da Federação das Indústrias de Minas Gerais e defendia na época a revisão dos processo tarifário.

"Como presidente da Eletrobras, essa solução foi adotada e a empresa mais afetada foi exatamente a Eletrobras", argumentou. Para Carvalho Neto, a tarifa ainda está numa posição intermediária, "mas no futuro o cenário é mais róseo" porque outras usinas já amortizadas terão suas concessões vencidas e renovadas com menores tarifas de energia.

 

Localização
Av. Ipiranga, nº 7931 – 2º andar, Prédio da AFCEEE (entrada para o estacionamento pela rua lateral) - Porto Alegre / RS
(51) 3012-4169 aeceee@aeceee.org.br