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09/05/2014
Impacto com rebaixamento de 8% na garantia física pode chegar a R$500 milhões, estima AES Tietê

Problema é recorrente para todos os geradores que integram MRE, mas ainda não há sinalização de pacote de ajuda

Por Maria Domingues

A AES Tietê estima um impacto negativo em 2014 de R$350 milhões a R$500 milhões, causados pelo rebaixamento de garantia física. De acordo com o presidente Britaldo Soares, apesar do problema ser comum a todos os geradores que integram o Mecanismo de Realocação de Energia (MRE), ainda é prematuro falar em qualquer tipo de compensação por parte do governo, aos moldes do que foi feito no setor de distribuição.

O impacto negativo para os geradores também é uma consequência da crise hidrológica, a exemplo do que está acontecendo com os distribuidores. Quando a geração é inferior à garantia física das usinas do Sistema Interligado Nacional (SIN), o déficit é reateado, proporcionalmente, entre os participantes do MRE, por meio do Generation Scaling Factor (GSF), também conhecimento como rebaixamento de garantia física, que pode resultar em exposições ao mercado de energia de curto prazo (MCP) ao Preço de Liquidação das Diferenças (PLD).

Segundo a companhia, o impacto foi calculando seguindo as seguintes premissas: despacho térmico de 15 GW médios, preço médio no mercado spot de 700/MWh e afluências durante o período seco (maio até outubro) próximos a 90% da Média de Longo Termo (MLT).

"Existe uma discussão [entre os geradores] sobre o tamanho dessa conta. A situação guarda semelhanças com 2001, apesar de não termos um racionamento formalizado", disse. Na ocasião, foram aplicados os dispositivos constantes no Anexo V dos contratos iniciais de compra e venda de energia, que previu encargos a serem assumidos em função da redução dos volumes de energia contratada em situação hidrológica crítica. As geradoras pagaram às distribuidoras um valor equivalente à recompra de parte da energia fornecida ao preço de mercado.

Água Vermelha
Apesar de crítica, a situação do reservatório da UHE Água Vermelha, a principal da AES Tietê, não preocupa. "Já operamos com menos sem que isso causasse prejuízos à operação", disse Ítalo Freitas, diretor de operação da companhia. Os reservatórios estão abaixo dos 20%.

 

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