A Eneva discute com a Aneel um "excludente de responsabilidade", medida que livra a empresa das penalidades pelo atraso e da necessidade de comprar energia no mercado de curto prazo para honrar seus compromissos contratuais. A empresa alega que houve atraso na assinatura do contrato de concessão. Em meados de abril, o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, pediu vistas sobre o processo. Até o momento da decisão de Rufino, os demais integrantes da diretoria sinalizaram com a possibilidade de acatar o pleito da geradora. Ainda não há uma previsão oficial de quando a Aneel retomará a discussão sobre o assunto. Outra alternativa imediata seria um novo aporte de capital dos acionistas. O principal problema é que, com o preço das ações da Eneva depreciado, a E.ON pode se tornar controladora da empresa caso precise capitalizá-la, o que a obrigaria a consolidar os resultados, incluindo as dívidas, em seu balanço. A Eneva estuda ainda a venda de ativos. Com base nas cotações do fechamento de terça-feira na bolsa, as ações da Eneva sofreram uma desvalorização de 87% em relação ao valor que a E.ON pagou por parte das ações de Eike, que permanece com 24% da companhia. Com rumores de que a companhia fechará um acordo para o passivo, os papéis da empresa fecharam ontem em forte alta de 17,3%. (Valor Econômico – 08.05.2014)
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