Por Maria Domingues
O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Hermes Chipp, rebateu críticas de especialistas do setor elétrico e afirmou que a plena utilização do parque termelétrico, como vem acontecendo desde outubro de 2012, não é prejudicial às usinas e, por consequência, ao sistema.
"Não estamos sacrificando as térmicas", disse Chipp, após participar de eventos com empresários, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na noite desta segunda-feira (12/05).
Especialistas do setor elétrico apontam que o parque termelétrico brasileiro teria sido projetado apenas para utilização ocasional e não permanente. O físico José Goldemberg, ex-presidente da Cesp, é um dos que defende essa tese. Em evento recente, ele chegou a afirmar que teme que as usinas comecem a dar sinal de fadiga no final do ano, justamente quando os níveis dos reservatórios estarão baixíssimos. Saiba mais.
Para Chipp, esse argumento não é procedente. "Não é verdade. Os fabricantes das termelétricas brasileiros sãos os mesmos que fornecem para o mundo inteiro. Se fora do Brasil as térmicas funcionam ininterruptamente, porque aqui seria diferente?", questionou.
Segundo o diretor do Operador, as manutenções corretivas estão sendo realizadas imediatamente, sempre que solicitada pelos empreendedores. No mais, as operações corretivas estão acontecendo dentro do planejado. Segundo Chipp, cerca de 10% do parque térmico para anualmente para manutenção.
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