O déficit que se origina da importação de insumos na Argentina já é um “problema estrutural” e a participação da YPF, que representa um terço do mercado, é “insuficiente” para reverter a situação no curto prazo, segundo o especialista argentino Gerardo Rabinovich. “Tivemos uma década perdida nos temas energéticos porque as reservas de gás e petróleo caíram significativamente, e perdemos o autoabastecimento”, defendeu Rabinovich, vice-presidente do Instituto Argentino de Energia Geral Mosconi (IAE). “Com base na informação oficial, as reservas de gás caíram à metade, o petróleo manteve a produção, mas também caiu, e no setor elétrico a situação é crítica”, acrescentou em declarações. Rabinovich refutou a tese do governo de que o déficit energético é em parte produto do maior consumo pelo ingresso de consumidores à rede elétrica e de gás, e à maior atividade econômica. “Estamos vendo que é insuficiente a disposição dos insumos e isso não é uma corrida para satisfazer as necessidades da economia e da demanda dos cidadãos, mas que deveria ter ocorrido nesses dez anos um planejamento estratégico que fosse compatível com o nível de crescimento econômico do país”, acrescentou. O IAE critica esse argumento oficial “em dois aspectos: porque a geração de energia deveria ter acompanhado o crescimento e porque a política de subsídio desperdiça o uso da energia, e isso é de responsabilidade absoluta do governo”. (Inversor Energético – 19.05.2014)
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