O risco de apagão em 2001 colocou em alerta diversas empresas do setor industrial. Companhias "eletrointensivas" estão vendendo energia no mercado livre - entre elas estariam Usiminas, Votorantim Energia e Alcoa, apurou o Estado. Isso ocorreria porque os preços estão altos e, em alguns casos, até compensam a parada de produção, diz o professor Ildo Sauer, do IEE, da USP. Em comunicado, a Votorantim Energia informou que a divisão de energia é responsável pela gestão de energia para as empresas do grupo e para terceiros. Sempre que houver excedente, essa energia é oferecida ao sistema interligado, incluindo os períodos de paradas técnicas para manutenção. A Usiminas informa que não houve redução de produção. No primeiro trimestre, a produção foi de 1,65 milhão de toneladas, mesmo volume do quarto trimestre. A empresa informou que a venda de energia excedente neste ano no mercado foi uma oportunidade. Já a Alcoa diz que as paradas de produção são reflexo do cenário desafiador de seu mercado. A empresa não confirma a venda de energia. Segundo Rinaldo Mancim, diretor de assuntos ambientais do Ibram, a situação atual do setor é preocupante e a perspectiva de falta de energia é o problema central. "Os projetos de mineração consomem muita água, mas o reuso dos recursos naturais pelas indústrias é de mais de 80%. Vemos energia como um fator crítico. Muitos dos projetos de mineração, como do quadrilátero ferrífero de Minas Gerais, os novos da Bahia e Norte do País não estão ameaçados", afirma. Na Tietê-Paraná, como parte da água foi direcionada para a geração de energia, empresas que usam a hidrovia passaram a escoar boa parte das mercadorias por ferrovias e rodovias. A Eldorado, exportadora de celulose, interrompeu há um mês o escoamento de sua produção pela Hidrovia Tietê-Paraná para chegar até Santos (SP). (O Estado de São Paulo – 27.05.2014)
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