Na área de distribuição de energia, a Cemig prevê que os preços das tarifas terão um reajuste "expressivo" em 2015, quando será repassada aos consumidores grande parte dos custos incorridos neste ano com o acionamento das térmicas. Neste ano, a estatal projeta que o Ebitda oscile entre R$ 618 milhões e R$ 721 milhões com o seu braço de distribuição. Mas, no ano que vem, a geração de caixa deve aumentar para algo entre R$ 1,7 bilhão e R$ 2 bilhões. O governo federal está transferindo deste ano para 2015 cerca de R$ 820 milhões em custos, disse Maura Galuppo, executiva da estatal mineira. Segundo ela, o setor ainda deve precisar de outros R$ 4 bilhões ou R$ 5 bilhões, recursos que, provavelmente, virão de novos empréstimos tomados pela CCEE. A Cemig também projeta que a base de 1 milhão de consumidores de baixa renda, que hoje é subsidiada pelo Tesouro, caia pela metade em setembro, quando entra em vigor um novo cadastro exigido pela agência reguladora. (Valor Econômico – 27.05.2014)
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