Notícias do setor
28/05/2014
Usina a fio d'água amplia desafios e cria a necessidade de expansão do parque térmico

A construção de usinas hidrelétricas a fio d'água, com menor capacidade de armazenamento plurianual, aumenta o desafio de gerenciar o sistema elétrico e cria a necessidade de expansão do parque térmico do país. Para o diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, é importante observar que o uso de geração térmica tem crescido mesmo quando as chuvas estão perto da média histórica. "A geração térmica é necessária para o atendimento no horário de ponta no fim do período seco, principalmente quando a temperatura sobe. É preciso começar a discutir se faremos hidrelétricas com reservatórios ou se as térmicas irão operar na base", destacou. Sem construção de usinas com grandes reservatórios, o sistema tem sofrido mais oscilações. Em 2012, no fim do período úmido, os reservatórios estavam em 72%. No fim do ano, caíram abaixo dos 40%. Em 2013, o índice de deplecionamento foi de 22%. "Vai ser preciso mais térmica, não tem milagre", disse. Entre 2013 e 2018, é prevista a entrada de 20 mil MW de capacidade hídrica no sistema, sendo que 99% dessas usinas não têm reservatórios. "Isso cria uma grande volatilidade e não dá para fazer a operação só com eólica", comentou. Ambientalistas têm criticado a posição do Brasil de empregar as termelétricas em vez de outras formas de geração de energia alternativas. Essa mudança da matriz elétrica traz outra questão: os benefícios de investimentos do setor para outros segmentos, como navegação de rios, captação de água ou irrigação em bacias, ficará mais difícil e poderá se tornar mais restrita. "Pode-se ver uma restrição do uso múltiplo das usinas hidrelétricas, porque irá se buscar maior uso dos reservatórios para aumentar a armazenagem e elevar a eficiência do sistema", avaliou o o diretor-geral do ONS, Hermes Chipp. (Valor Econômico – 27.05.2014)

 

Localização
Av. Ipiranga, nº 7931 – 2º andar, Prédio da AFCEEE (entrada para o estacionamento pela rua lateral) - Porto Alegre / RS
(51) 3012-4169 aeceee@aeceee.org.br