Para Marco Antônio Oliveira, diretor da PSR Consultoria, se o país quiser aumentar a matriz energética com riscos menores, será preciso instalar térmica na base. "Se quiser andar com nível de risco mais baixo, será preciso 15% de térmica. Se olharmos a diferença na geração do período úmido para o seco, você vai ter problema no período seco para operar o sistema. A gente tem que inserir térmicas flexíveis para manter até o nível de participação que ela tem hoje", defendeu Oliveira. Marco Antônio Oliveira, diretor da PSR Consultoria destacou que as eólicas ganharão espaço na matriz, mas são uma fonte intermitente. "Sua operação é complicada, elas são variáveis, não se pode contar com elas em horários de ponta, porque pode não ventar, por isso teremos de ter mais térmicas", observou. Oliveira estima que a demanda por energia elétrica crescerá 3,6% por ano até 2020 e 2,8% anuais entre 2021 e 2030, quando a demanda, hoje em 66 mil MW, deverá pular para 114 mil. Na matriz de 2030, ele estima que 65% sejam gerados por usinas hidrelétricas, 11,4% por plantas eólicas e 12,5% por gás natural. "Deverá haver uma perda de 10% da regularização dos reservatórios das hidrelétricas, o que mostra um cenário de volatilidade", destacou. Entre 2014 e 2017, a consultoria prevê uma oferta apertada no balanço entre oferta e demanda, entre 4% a 6%. "Os preços estarão estressados no mercado livre até o fim da década, porque os reservatórios demoram a se recuperar e as hidrelétricas estão perdendo a capacidade de armazenar água." (Valor Econômico – 27.05.2014)
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