Entre 2003 e 2013, o ritmo de expansão na área de transmissão chegou a 3.710 quilômetros de linhas por ano, mais do que o dobro dos 1.560 quilômetros de 1996 a 2002. Já a geração cresceu 72%, para 126 mil MW de capacidade, bem acima do consumo, que subiu 50% no período. O intercâmbio entre o Norte e o Sudeste passou de 900 MW em 2001 para 4100 MW neste ano, enquanto o do Norte do Nordeste triplicou para 3300 MW. "A partir de 2018, o Norte poderá mandar 7600 MW para o Sudeste", destacou. Nesse cenário, segundo ele, a situação atual do setor elétrico está muito mais segura do que em 2001, quando o país decretou um racionamento que cortou 20% do consumo entre junho até fevereiro do ano seguinte. Assumindo-se um risco de déficit de 5%, como estipulado pelo CNPE, haveria uma sobra de 5 mil MW médios nesse ano. Se fosse assumido um risco de apenas 1%, haveria uma sobra de 493 MW médios, com o sistema equilibrado. Assumindo-se um modelo que contabiliza duas mil séries históricas de chuvas, o risco de déficit nesse ano estaria em 6,7%, enquanto em 2001 estaria em 28,7%. Se fosse olhada uma série com as 81 hidrologias históricas já apuradas no Brasil, o risco hoje estaria em 3,7%, enquanto em 2001 ele estaria em 24,7%. "Estamos muito mais confortáveis, com um risco muito, muito baixo de um evento como um racionamento. (Valor Econômico – 27.05.2014)
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