Notícias do setor
28/05/2014
Especialistas defendem uso da alternativa nuclear

O Brasil conta com duas usinas nucleares em operação, Angra 1e Angra 2. Uma nova usina, Angra 3 de 1400 MW, está em construção, com início de produção programada para maio de 2018. O PNE 2030, elaborado pela EPE, estabelece que o Brasil deverá expandir a oferta de energia nuclear em 4 mil MW no período, com duas usinas no Nordeste e duas no Sudeste. Mas não há nenhuma decisão do governo federal sobre esses investimentos. Para Otávio Mielnik, pesquisador de energia da FGV Projetos, o Brasil deve acelerar uma decisão sobre esses investimentos e assim reduzir os riscos de comprometimento da segurança energética brasileira, hoje dependente em 80% da geração de hidroelétricas. Leonan dos Santos Guimarães, diretor de planejamento e gestão da Eletronuclear, diz que são dois os fatores que demonstram a necessidade de o país buscar, o quanto antes, o desenvolvimento de fontes alternativas de geração. A primeira é o risco climático. O segundo é o esgotamento da capacidade de expansão da geração de energia hidroelétrica, prevista pela EPE para ocorrer entre 2020 e 2030. Para Guimarães, o Brasil deverá desenvolver um mix de fontes de geração energética, onde devem ser considerados o gás natural, dependendo dos custos do pré-sal, o carvão, energias renováveis, como biomassa, eólica e fotovoltaica, e energia nuclear. Antonio Ernesto Ferreira Muller, presidente da ABDAN, diz que o Brasil tem vantagens competitivas importantes na área nuclear, que não devem ser desperdiçadas. "Somos, ao lado dos EUA e da Rússia, os únicos no mundo que detém urânio, tecnologia e mão de obra qualificada", diz. (Valor Econômico – 27.05.2014)

 

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