29/05/2014
Incertezas eleitorais, risco de racionamento e travas na indústria devem frear expansão do PIB
A economia brasileira começou 2014 pisando no freio. Analistas esperam que o resultado do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) no primeiro trimestre do ano deverá ficar entre queda de 0,1% a alta de 0,3% na comparação com o trimestre anterior, menor que o 0,7% registrado nos três últimos meses de 2013. Incertezas eleitorais, risco de racionamento, problemas na indústria com falta de produtividade e excesso de endividamento das famílias são apontados como os principais vilões do crescimento econômico. Como muitos economistas não acreditam em uma forte recuperação durante o ano, 2014 deverá fechar entre 1,3% e 1,9%, com a maior parte dos analistas estimando 1,5%. “Os dados todos que temos até agora estão muito ruins, tanto para o primeiro como para o segundo trimestre, o que deverá causar mais um ano de fraco desempenho. Se o país realmente crescer 1,5%, será o segundo pior resultado do governo Dilma”, afirmou Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central (BC). Ele estima que, pela metodologia antiga, o PIB do primeiro trimestre apresentaria alta de 0,2% a 0,3%, mas, com os novos dados da indústria, o resultado poderá vir diferente e até levemente negativo. (O Globo - 28.05.2014)