A Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) propôs uma estratégia para garantir o abastecimento de energia ao bloco - e reduzir a dependência em relação à Rússia - mediante a busca de novas fontes no Mar Cáspio, no Mediterrâneo e com a importação de gás natural liquefeito (GNL). Mas o plano, que o Comissário de Energia da UE, Günther Oettinger, apresentou ontem e que será avaliado pelos líderes europeus na cúpula europeia de 26 e 27 de junho, não proporciona soluções rápidas. A Europa importa 40% de seu gás da Rússia, metade desse volume via gasodutos que atravessam a Ucrânia, uma situação que levaria anos de investimento para ser modificada. Essa dependência revelou-se um ponto fraco para a Europa, quando a Rússia suspendeu o envio de gás para a Ucrânia em 2006 e 2009. A dependência é um fator também no atual conflito na Ucrânia, pois países europeus dependentes do gás russo relutam em ampliar as sanções contra Moscou em retaliação contra ações como a anexação da península da Crimeia pelos russos. O presidente russo, Vladimir Putin, disse ontem estar esperançoso de que a Ucrânia possa resolver uma disputa com a Gazprom, a companhia estatal de gás russa. A Rússia quer que a Ucrânia pague uma conta de US$ 2 bilhões neste mês, em troca de preços mais baixos no futuro - ou sofra um corte no fornecimento que também pode afetar a Europa. (Valor Econômico – 29.05.2014)
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