Um grupo de sete empresas com operações nos Estados da Bahia, Alagoas e Pernambuco, que contam com um contrato especial de fornecimento de energia da estatal Chesf, o qual vence em junho de 2015, começaram a fazer articulações no governo federal para tornar esse acordo permanente. O movimento também busca apoio no Congresso Nacional e nas federações industriais e governos dos três estados. Trata-se de um contrato firmado há mais de 30 anos, com tarifas mais competitivas em relação às de outras empresas do chamado grupo eletrointensivo. Soma um bloco de mais de 700 MW e foi renovado algumas vezes. A última vez, em 2010. Na aprovação da MP 579 do setor elétrico, transformada em lei em 2013, o acordo com a Chesf foi preservado e não atingido pelas novas regras. As empresas desse grupo são Gerdau, Braskem, Vale, Dow, Ferbasa, Paranapanema e Mineração Caraíba. Elas contrataram um estudo da consultoria Tendências para mostrar ao governo a importância de suas operações para cada um dos Estados e para as regiões onde atuam e o impacto que teriam em seus negócios caso o contrato não seja renovado. Mais do que renovação, o grupo quer uma solução perene, como avaliam, teriam mais tranquilidade para tomar decisões futuras de investimentos. Segundo o estudo, essas empresas, com operação de 13 unidades industriais, responderam em 2013 por uma receita de R$ 10 bilhões - 26,6% da produção industrial total dos três estados. E tem geração de 9 mil empregos diretos. Atualmente, na média, somente a tarifa de energia custa para as empresas R$ 110 o MWhora. O peso do insumo, apenas no custo de produção, conforme o estudo, varia de 15% a 20% para aço até 35% a 40% para cloro-soda e alumínio. As empresas, com a manutenção do contrato, querem, além do preço mais competitivo, garantir o suprimento de energia às suas operações. Se não for renovado, argumentam, terão de migrar para o mercado livre. Além de não ter energia disponível para fazerem novos contratos, o preço seria bem superior ao de hoje. (Valor Econômico – 03.06.2014)
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