Notícias do setor
04/06/2014
Abrace: despesas com energia chegam a até 72,5% dos custos em setores eletrointensivos

O gerente da coordenação da indústria do IBGE, André Macedo, destaca que a série especial de intensidade com gastos de energia não tem como objetivo classificar setores como eletrointensivos, nem busca reproduzir a metodologia de outras instituições com esse fim. Estimativas da Abrace apontam que, nos setores de gases industriais e de alumínio, por exemplo, as despesas com energia chegam a representar 72,5% e 37,5% do total de custos, respectivamente. Feita essa ressalva, Macedo avalia que a restrição energética foi mais um dentre os vários fatores que prejudicou o desempenho da indústria. No entanto, para o coordenador do IBGE, existem outros condicionantes mais importantes para o comportamento da atividade industrial neste momento, como a desaceleração da demanda, o aumento dos juros, o encarecimento do crédito, o maior acúmulo de estoques e o elevado nível de endividamento das famílias. "A questão da energia é mais um fator que ajuda a dar esse tom de arrefecimento da indústria." Como exemplo de que o aumento dos custos com energia não é a única explicação para a perda de fôlego das indústrias de média e alta intensidade em gastos com esse insumo, o especialista do IBGE menciona que, dentro do setor de intensidade baixa, a maior contribuição positiva no primeiro trimestre veio da alta de 4,2% da produção de bens de consumo duráveis. (Valor Econômico – 03.06.2014)

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