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05/06/2014
BC prevê aumento de 1,8% na gasolina e de 11,5% na tarifa de energia

Por Valor

 SÃO PAULO  -  O Banco Central (BC) espera um aumento maior nos preços da gasolina e da energia elétrica, de 1,8% e 11,5%, respectivamente. As projeções constam da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada nos dias 27 e 28 de maio. Naquela ocasião, por unanimidade, a taxa básica de juro foi mantida em 11% ao ano. 

Na ata anterior, referente à reunião de política monetária de abril, o BC previa elevação de 0,6% na gasolina e de 9,5% na conta de luz.

A autoridade monetária também espera um reajuste maior para o bujão de gás, de 0,5% em vez de 0,3%. Em lugar de estabilidade, agora o BC aguarda uma redução de 4,2% nas tarifas de telefonia fixa.

No caso dos preços administrados por contrato e monitorados, foi mantida a projeção de elevação de 5% tanto em 2014 como em 2015.

Valor Econômico S.A.

“A soberania energética deve ser desenvolvida com sócios; não há dinheiro suficiente no país [Argentina], ainda que os jornais tenham se precipitado dizendo que perderíamos com a Chevron”, afirmou ontem Miguel Galuccio, CEO da YPF. Além de investimentos do setor privado, “são necessários também investimentos públicos complementares”, defendeu. Referiu-se à necessidade de transmitir “credibilidade” às empresas petroleiras, ao permitir “repatriar divisas” e não “cortar concessões”. Por outro lado, Galuccio afirmou que, depois da nacionalização da YPF, houve a triplicação dos investimentos estrangeiros. “A aposta é grande e precisamos acelerar nosso desenvolvimento para no prazo de 10 anos estarmos próximos ao autoabastecimento”. Como exemplo, lembrou que o compromisso de investimento da americana Chevron é de 15 bilhões de dólares. Durante o discurso, Galuccio justificou o uso do método de “estimulação hidráulica”, fazendo alusão a um “novo paradigma energético”, devido à maior quantidade de petróleo proveniente de poços, que está caindo “6% anualmente”. A demanda subirá “66% para 2040”. O presidente explicou a impossibilidade de construir uma empresa petroleira mista, similar à norueguesa Statoil, onde cada cidadão possui uma correspondência em dinheiro pela exploração dos recursos naturais, já que o problema da Argentina é o “déficit energético”. (Clarín – 04.06.2014)

O Reino Unido vai utilizar ar líquido para estocar energia proveniente de fontes renováveis (solar e eólica). O método, já testado em planta-piloto, deverá entrar em escala comercial em 2018. Segundo os responsáveis pelo projeto, a proposta é contribuir para a superação de altos e baixos no abastecimento provocados pela intermitência das fontes renováveis. Estocada em ar líquido, a energia estaria disponível para o consumo mesmo em dias nublados ou de calmaria. O projeto foi explicado pelo professor Richard Williams, pró-reitor e diretor da Faculdade de Engenharia e Ciências Físicas da University of Birmingham, no Reino Unido, em palestra na FAPESP, durante o evento "UK-Brazil interaction meeting on cooperation in future energy system innovation", realizado para promover a cooperação científica entre pesquisadores brasileiros e britânicos na inovação de sistemas de energia. "Uma planta-piloto de 350 quilowatts (kW) encontra-se em funcionamento, conectada à rede elétrica do Reino Unido, há três anos. Essa unidade está sendo, agora, transferida para a University of Birmingham como uma plataforma de testes. E o governo disponibilizou um financiamento de £ 8 milhões para que uma unidade de demonstração, de 5 megawatts (MW), esteja operacional em meados de 2015. Tudo isso para que tenhamos a opção comercial da estocagem de energia em ar líquido até 2018", disse Williams à Agência FAPESP. (Info Exame – 04.06.2014)

 

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