A busca da racionalização no uso de água, energia e insumos já faz parte das prioridades estratégicas de muitas empresas. Uma das consequências disso tem sido a valorização dos departamentos de pesquisa e desenvolvimento (P&D), fundamentais para manutenção da competitividade. Também cresce a procura por consultorias e por profissionais especializados que deem conta dos desafios da atuação responsável em meio à escassez de recursos. Outra tendência é envolver os colaboradores em ações socioambientais voluntárias, com o apoio de organizações do terceiro setor. Um exemplo é a parceria do HSBC com a ONG Earthwatch, que pretende treinar 7.500 empregados para um trabalho científico inédito: o monitoramento de mananciais em 30 cidades de 14 países. Os dados servirão de suporte a pesquisas e a políticas públicas de gestão dos recursos hídricos locais. Em São Paulo, a AES Tietê investe desde 2002 em uma célula de combustível que servirá como alternativa energética em períodos de estiagem. O objetivo é armazenar hidrogênio a partir da eletrólise (decomposição) das moléculas da água, que é realizada com o uso da energia excedente das hidrelétricas ou de etanol. "Essa tecnologia se torna economicamente viável quando a energia é muito cara", diz o diretor de geração da AES Brasil, Ítalo Freitas. Orçado em R$ 5,1 milhões, o projeto tem como parceiros a Universidade de Campinas (Unicamp) e a startup Hytron. (Valor Econômico – 05.06.2014)
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