Notícias do setor
06/06/2014
Política monetária atingiu atividade, avalia Delfim

A desaceleração da economia brasileira observada nos primeiros meses de 2014 é resultado da política monetária colocada em prática pelo governo para controlar a inflação, avalia professor emérito da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), Antonio Delfim Netto. O ex-ministro da Fazenda afirmou que o crescimento de apenas 0,2% do país entre o último trimestre de 2013 e o primeiro deste ano "não surpreendeu ninguém, nem ao governo", e que a política monetária está fluindo por seus canais normais. O que causa estranheza, diz, é que a inflação resista a ceder. Esse fenômeno, afirma, pode ser explicado pelo controle de preços e consequente piora das expectativas, o que torna o processo de desinflação da economia mais custoso. Para Delfim, o avanço do PIB no primeiro trimestre foi ruim, mas bastante esperado. "As indicações eram que as coisas estavam caminhando de uma maneira muito desconfortável durante todo esse tempo". Delfim, que tem afirmado que a relação de desconfiança entre setor privado e governo limitou a expansão da atividade doméstica nos últimos trimestres, disse que há um problema quase "ecológico" no Brasil atualmente. Para Delfim, a perda de força da demanda é resultado da política monetária colocada em prática pelo governo desde abril do ano passado e que elevou a taxa básica de juros da economia de 7,25% ao ano para 11% ao ano. (Valor Econômico – 05.06.2014) 

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