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13/06/2014
Condições de abastecimento melhoraram, aponta CMSE

Análise do Comitê considerou risco de déficit de 5%, com sobra estrutural de cerca de 5,5 mil MW médios para atender a carga prevista.

Da redação

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), em reunião realizada nesta quarta-feira (11/06), concluiu que as condições de abastecimento do sistema elétrico nacional melhoraram em todo o País, garantindo o suprimento para o ano de 2014 para o atendimento de uma carga prevista da ordem de 67 mil MW médios.

“O sistema elétrico apresenta-se estruturalmente equilibrado, com sobras, em termos de balanço energético, devido à capacidade de geração e transmissão instalada no País, que continua sendo ampliada este ano com a entrada em operação de usinas, linhas e subestações em fase de conclusão, considerando-se tanto o critério probabilístico de riscos anuais de déficit, como as análises com as séries históricas de vazões”.

E o cenário é considerado mesmo com a baixa precipitação de chuvas dos últimos meses, e que afetaram os reservatórios das regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste, configurando uma sobra estrutural de cerca de 5,5 mil MW médios para atender a carga prevista – já considerado o critério de risco de déficit de 5%, conforme estabelecido pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

De acordo com o CMSE, considerando a configuração do sistema do Programa Mensal de Operação (PMO), de junho de 2014, e simulando o desempenho do sistema utilizando as 81 séries observadas no histórico obtêm-se valores para o risco de qualquer déficit de energia de 2,5% para a região Sudeste/Centro-Oeste e de 0% para a região Nordeste.

O Comitê ainda ressalta que o Brasil dispõe atualmente de um parque de geração termelétrico significativo, que vem sendo utilizado sempre que necessário, como complementação à geração hidrelétrica.

Na região Sul, as intensas chuvas observadas mais recentemente conduziram os reservatórios das bacias dos rios Uruguai, Iguaçú e Jacuí, bem como da usina de Itaipu, praticamente a seus armazenamentos máximos. Esse fato, conjugado com o despacho de geração térmica e as medidas de flexibilização das restrições hidráulicas, para preservar os estoques existentes nos reservatórios de cabeceira nas principais bacias hidrográficas do País, também ratificam a garantia do atendimento energético em 2014.

O CMSE também realizou análises prospectivas de desempenho do sistema, para o período 2015 a 2018, utilizando os recursos disponíveis nos anos de 2014 e 2015, e utilizando 2 mil séries sintéticas de afluências. Os dados apontam valores para o risco de qualquer déficit de energia nas regiões Sudeste/Centro-Oeste de 4% e Nordeste de 0,4%, atendendo ao critério de planejamento.

 

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