A caixa de farmácia Mirian Martins, 24, passa, pelo menos três vezes ao mês, por uma situação desconfortável: está atendendo um cliente quando todas as luzes se apagam. A cena é comum em Boa Vista, onde ela mora, porque Roraima tem sistema elétrico diferente do resto do país e adquire sua energia da Venezuela. "A gente fica vulnerável, porque, de noite, é perigoso ter assalto. A primeira coisa que você faz é fechar a farmácia", diz. "E ficamos esperando a boa vontade de voltar a energia." "Apagões sempre aconteceram por aqui, mas do ano passado para cá têm ficado mais demorados", afirma a gerente Samiele Rarig, 20. Segundo ela, quedas de energia chegam hoje a durar 12 horas e não têm horário para acontecer. Os blecautes, geralmente, alternam bairros afetados. Mesmo quando há luz, moradores têm de encarar oscilações constantes. (Folha de São Paulo – 25.06.2014)
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