Cientistas da Universidade de Liverpool desenvolveram um novo método para produção de células solares, usadas nos painéis solares para a conversão de luz em energia elétrica. A nova “receita” substitui uma substância tóxica para o meio ambiente e para o ser humano por um ingrediente muito mais barato e inofensivo, usado até na fabricação de tofu. A descoberta foi publicada na edição desta quinta-feira (26) da revista “Nature”. Existe uma tecnologia mais nova, baseada em células de telureto de cádmio, que permite uma eficácia maior na produção de energia solar. Em vez de ser uma placa espessa, trata-se de um filme que pode ser depositado sobre vidro ou até sobre superfícies flexíveis. O problema é que é preciso banhar esse filme em cloreto de cádmio, uma substância muito tóxica, que põe em risco tanto o meio ambiente quanto as pessoas que manipulam o material. Além de ser potencialmente fatal se inalado, ele pode provocar câncer, defeitos genéticos e prejuízos permanentes à vida aquática. O banho de cloreto de cádmio tem a função de aumentar a eficiência da célula solar em absorver a luz do sol. Diante desse impasse, a equipe do pesquisador John Major, da Universidade de Liverpool, foi buscar uma substância que pudesse substituir o cloreto de cádmio. Quando os pesquisadores experimentaram o cloreto de magnésio, a performance foi praticamente idêntica à do cloreto de cádmio. (G1 – 26.06.2014)
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