Ontem, o presidente da Bolívia, Evo Morales, apresentou um programa de doze áreas do qual desprende a promessa de fazer de seu país “o centro energético da região” até 2020. O documento foi apresentado em Cochabamba, com a participação de ministros, legisladores do partido oficial e representantes de organizações sociais afins. “Estamos apaixonados pelo tema energético (...). O país que tem um controle energético tem o controle do mundo e a Bolívia deve ser o centro energético [da região]”, afirmou, depois de fornecer detalhes sobre as projeções na produção de gás e geração de eletricidade. “Segundo informações de órgãos internacionais, a Bolívia tem a capacidade de gerar 40.000 megawatts em plantas hidrelétricas, com nossos rios”, acrescentou. Prometeu que até 2020, o país exportará 1.000 megawatts e gerará, até este ano, US$ 8 bilhões de renda petroleira (2 bilhões de dólares a mais que atualmente), além de acabar com a importação de gasolina e de diesel, em virtude dos resultados das explorações de petróleo realizadas no norte de La Paz. O presidente falou da importância das interligações elétricas, sobretudo na Amazônia, para impulsionar o desenvolvimento regional. “A meta é gerar energia não somente para meros acendedores, mas também para novas indústrias e empreendimentos (...), mas sempre nossa prioridade será garantir o mercado interno”, insistiu Morales. (La Razón – 30.06.2014)
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