Por Maria Domingues
O presidente da AES Brasil, Britaldo Soares, pediu realismo à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) com relação aos parâmetros a serem adotados para o quarto ciclo de revisão tarifária das distribuidoras, que terá início em 2015. O objetivo, segundo o executivo, é evitar um efeito negativo às empresas do setor, como o que ocorreu durante o terceiro ciclo, finalizado no final de 2013.
"Não se pode dizer que o terceiro ciclo trabalhou em favor da modernização do sistema e da qualidade do serviço. Por isso precisamos desse realismo no quarto", afirmou o presidente da holding, que controla a AES Eletropaulo, durante encontro com jornalistas.
O quarto ciclo encontra-se atualmente em fase de audiência pública. Os agentes poderão fazer suas contribuições até 1º de setembro. Segundo Soares, as sugestões da AES Eletropaulo serão feitas no sentido de alterar a metodologia de forma que alguns riscos regulatórios e cambiais sejam contemplado na formação dos indicadores.
O custo médio ponderado de capital preliminar (WACC, na sigla em inglês) de 7,16% foi apontado como inadequado - no terceiro ciclo o percentual foi de 7,5%. "Não retrata os riscos que temos visto nas distribuidoras. Vamos trabalhar para um número mais adequado", disse. Segundo Soares, outros segmentos com risco menor que o de distribuição de energia tiveram WACCs mais elevados estipulados por seus reguladores.
Com regras mais adequadas do ponto de vista de abrangência dos riscos, a expectativa da companhia é de reverter o rebaixamento de rating, decretado pelas principais agências classificadoras de riscos. Na última semana, a Fitch anunciou essa ação. "Eles fizeram esse movimento atrasado, já que já tinham alterado nossa perspectiva para negativa e apenas realizaram o downgrade. Estamos aguardando o 4º ciclo. A expectativa é que os ratings sejam aumentados", disse Gustavo Pimenta, vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores.
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