Os bancos discutem neste momento a taxa a ser cobrada no novo empréstimo para socorrer as distribuidoras de energia elétrica. Pelas negociações feitas até agora, o financiamento contará com características de prazo e garantias semelhantes ao desembolso de R$ 11,2 bilhões feito em maio à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, mas a taxa deve ficar maior. Esta nova operação será de R$ 6,5 bilhões no total. A novidade será o BNDES, que entrará com R$ 3 bilhões dos R$ 6,5 bilhões. Em relação à taxa que será cobrada, porém, ainda não há um acordo. O empréstimo anterior foi contratado a uma taxa equivalente ao CDI mais 1,9% ao ano. De acordo com fontes do governo, taxa de juros cobrada subirá. "A taxa vai ficar um pouco acima da anterior", explicou uma autoridade que acompanha as discussões. Os bancos vinham negociando garantias adicionais à operação, mas não houve sucesso nas tratativas. Por isso agora tentam conseguir uma remuneração maior. Uma fonte do governo afirma que o novo empréstimo terá a participação praticamente dos mesmos bancos que participaram do financiamento já liberado no início do ano. Segundo essa fonte, os bancos públicos manterão participação proporcional à que tiveram no primeiro financiamento e as grandes instituições privadas continuarão no pool. Os bancos menores devem sair da operação por dificuldades de capital ou risco. (Valor Econômico – 31.07.2014)
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