O governo deverá aumentar a taxa de juros para contar com os bancos privados na segunda operação de socorro às distribuidoras de energia neste ano - o que, por consequência, tornará a conta mais cara para o consumidor. A Folha apurou que, para atraí-los, o governo deve oferecer mais do que o 1,9% ao ano mais a variação do CDI (Certificado de Depósito Interfinanceiro), que somam 12,1% em 12 meses, acertados no primeiro socorro, de R$ 11,2 bilhões, em abril. Até o momento, o Ministério da Fazenda tem acertada a participação de Bradesco, Santander e BTG Pactual no empréstimo de R$ 6,5 bilhões que deve ser fechado até 15 de agosto. O governo espera que o Itaú aceite entrar no pool até esta sexta-feira (1º). Sem os bancos privados, o socorro às distribuidoras ficaria nas mãos dos públicos, BNDES, Caixa e Banco do Brasil, que já aprovaram até R$ 7 bilhões em crédito. O governo tenta emplacar seu plano original, que deixa Caixa e BB com participação de R$ 750 milhões cada um. Os bancos aprovaram R$ 2,5 bilhões e R$ 1 bilhão, respectivamente. O BNDES disponibilizou até R$ 3,5 bilhões. Com o peso dos bancos públicos, o governo acreditava que os privados topariam o negócio sem barganhar, mas as instituições ainda estão relutantes e pedem taxas maiores porque temem que as garantias do governo sejam insuficientes caso surja um imbróglio jurídico em torno da elevação da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), encargo presente na conta de luz usado para pagar os empréstimos. (Folha de São Paulo – 31.07.2014)
Localização
(51) 3012-4169
aeceee@aeceee.org.br