Preocupados com fontes de energia capazes de ajudar a combater a pesada poluição, os chineses deram grande impulso a uma tecnologia de ponta: a solar. Mais precisamente 3.650 placas solares chinesas foram instaladas na Arena Pernambuco e outras 1.556 no Maracanã. Tudo para deixar de emitir, em um ano, 1.150 toneladas de gases poluentes, o equivalente a 49 mil árvores plantadas. Baoding, a 158 km de Pequim, concentra a fábrica dessas placas fotovoltaicas, a maior do mundo, onde até as fachadas dos prédios são cobertas com placas solares. Um complexo tecnológico e industrial com cinco fábricas, 29 mil funcionários e lucro de US$ 2,2 bilhões apenas no ano passado. Em 2013, todas as 14 milhões de placas solares vendidas na China geraram 4,2 gigawatts de energia, o suficiente pra abastecer uma cidade com 7 milhões de habitantes. Para os chineses, o sol não é a energia do futuro. É um negócio que já dá lucro no presente. A fábrica de Baoding acompanhou a evolução de um mercado que cresceu mais de 100 vezes na ultima década. 40% de todas as placas fotovoltaicas produzidas em Boading são vendidas na própria China, mas o mercado internacional não fica atrás. As placas chinesas são exportadas para 40 países e os equipamentos são bem mais baratos que as da concorrência. Segundo o diretor da fábrica, só nos últimos três anos os preços caíram mais de 50%. Assim, a China bateu o recorde mundial de instalação de placas solares no ano passado: 12 gigawatts de capacidade instalada, mais do que a soma de todas as placas dos Estados Unidos. (Jornal da Globo – 31.07.2014)
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