O candidato do PSB ao Planalto, Eduardo Campos, vai propor uma reforma do modelo brasileiro de produção e distribuição de energia. O projeto inclui medidas que estimulam o uso de fontes renováveis --na primeira deferência concreta da candidatura Campos à questão ambiental, defendida por Marina Silva, sua vice na chapa. Detalhada na nova versão do programa de governo do PSB, que será entregue na próxima semana ao Tribunal Superior Eleitoral, a proposta prevê a extensão do chamado "mercado livre" de energia a consumidores de pequeno e médio portes. Por esse sistema, cada vez mais usuários poderiam escolher o fornecedor e a fonte de energia elétrica – em modelo comparável ao da telefonia celular, por exemplo. Um eventual governo presidencial de Campos privilegiaria leilões exclusivos para energia solar, na tentativa de baratear o custo de uma fonte limpa e, assim, estimular sua escolha pelo consumidor. Especialistas que participam da elaboração do projeto dizem que a estratégia para a expansão do "mercado livre" será a redução gradual do piso de consumo. Hoje, é preciso consumir pelo menos 500 kilowatts-hora para poder comprar energia diretamente das geradoras --o que responde a 25% do mercado. Segundo a proposta, isso ajudaria a reduzir o preço da energia, ao ampliar a competição entre fornecedores. (Folha de São Paulo – 04.08.2014)
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