O governo aproveitará o empréstimo de R$ 6,5 bilhões negociado entre os bancos federais e a Eletrobras para resolver também um problema bilionário da Petrobras. Impedida pelo governo de reajustar o preço da gasolina e diesel, a petroleira negocia com a Eletrobras uma solução para a dívida de R$ 6,1 bilhões que as distribuidoras e geradoras de energia da região Norte, controladas para estatal elétrica, acumulam com a compra de combustível para as termelétricas que abastecem Manaus e outras cidades do Estado. Mais uma vez, a triangulação de recursos trará vantagens fiscais ao TN. A despesa com o pagamento do combustível usado pelas térmicas deve ser coberta com recursos da CDE. O fundo setorial é abastecido, entre outras fontes, com recursos fiscais. Quando o Tesouro Nacional deixa de colocar dinheiro na CDE, o repasse às distribuidoras atrasa e a Petrobras não recebe. Com o financiamento do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, uma despesa que necessitaria de aportes do Tesouro Nacional será coberta por meio de uma operação financeira sem impacto fiscal. A solução para o problema da Petrobras foi uma das condições estabelecidas pelo governo para conceder garantia da União ao empréstimo do BB e Caixa para a Eletrobrás. (Valor Econômico – 04.08.2014)
Localização
(51) 3012-4169
aeceee@aeceee.org.br