As duas operações de empréstimos para o setor elétrico estão praticamente fechadas com os bancos. Serão R$ 6,5 bilhões para irrigar o caixa da Eletrobrás, sendo R$ 4 bilhões do Banco do Brasil e outros R$ 2,5 bilhões contratados junto à Caixa. Está acertada, também, a segunda tranche do empréstimo às empresas distribuidoras de energia, no montante de R$ 6,5 bilhões. Esse valor será assim distribuído: R$ 3 bilhões do BNDES e R$ 3,5 bilhões dos demais bancos, inclusive BB e Caixa, além dos grandes do setor privados. O valor de cada um será proporcional à participação que a instituição teve no empréstimo de R$ 11,2 bilhões. Não foi batido o martelo na remuneração dos bancos por esses empréstimos. As instituições financeiras querem uma taxa de juros superior a 1,9% ao ano mais variação do Certificado de Depósito Interfinanceiro. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, deve reunir-se hoje, em Brasília, com os presidentes dos principais bancos do país. Uma das maiores preocupações de Mantega tem sido a pouca oferta de crédito para o consumo, o que, segundo ele, está prejudicando a retomada do crescimento da economia brasileira. O Banco Central anunciou, em julho, a liberação de R$ 30 bilhões em compulsórios e permitiu um espaço de R$ 15 bilhões para novas operações com o relaxamento de exigências de capital dos bancos para lastrear suas operações. O ministro tem dito que “as ações de alívio ao crédito, como a flexibilização dos compulsórios, são importantes para reativar o crédito”. (Valor Econômico – 05.08.2014)
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