A Abragef deixou de ter representação no setor elétrico. A entidade encerrou oficialmente suas atividades no último dia 31 de julho, com a desativação do CNPJ. Segundo o ex-presidente da entidade, Marco Antônio Veloso, a decisão de encerrar a representação partiu dos próprios associados, em assembleia geral realizada em abril. “Não divulguei antes porque continuávamos a operar e participar de eventos. Tínhamos 90 dias para adotar todas as medidas necessárias ao encerramento ordenado das atividades, que se concluiu com a baixa do CNPJ”, lamentou. A Abragef (Associação Brasileira de Geração Flexível) contava com 11 associados, todos geradores termelétricos a óleo diesel ou óleo combustível. Essas usinas foram contratadas para operar em regime emergencial, entre 2001 e 2008, medida que tinha como objetivo restabelecer o equilíbrio entre oferta e demanda de energia, quando o Brasil se recuperava de um período de racionamento elétrico. “Há seis anos não temos oportunidade de fazer novos negócios, por uma série de razões que não vale a pena entrar no mérito”, lamentou Veloso. Esse cenário desfavorável, e a pouca perspectiva de futuro, levou os geradores flexíveis a optarem por encerrar a representatividade da associação. A tendência é de que os agentes da Abragef busquem representatividade em entidades como a Apine ou Abraget. (Jornal da Energia – 04.08.2014)
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