Criado há seis meses para monitorar a seca histórica do Sistema Cantareira, o comitê anticrise liderado pela Agência Nacional de Água e pelo Departamento de Água e Energia Elétrica de São Paulo foi prorrogado até 31 de outubro de 2015. A decisão indica que os órgãos gestores do maior manancial paulista não vislumbram a recuperação das represas logo após o próximo período chuvoso, entre outubro e março do ano que vem. No mês passado, ANA e DAEE já haviam prorrogado até 31 de outubro de 2015 a outorga de 2004 que permite a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo retirar até 31 mil litros por segundo do Cantareira para abastecer 47% da Grande São Paulo. Os prazos de vigência da outorga e do comitê anticrise venceriam neste mês. As medidas ocorrem em meio a maior crise de estiagem do sistema em 84 anos de monitoramento. Nesta segunda-feira, 4, o boletim diário do comitê anticrise indica que restam hoje no manancial 145,5 bilhões de litros da primeira parte do volume morto do Cantareira, o equivalente a 14,9% da capacidade do sistema. Segundo cálculos feitos pelo grupo, essa reserva deve acabar até o fim de outubro deste ano. Os técnicos do comitê discutem a possibilidade de usar mais uma cota da reserva profunda das represas, entre 105 e 116 bilhões de litros. A Sabesp afirma que essa segunda reserva só será utilizada se necessário e que o volume de água disponível nos seis sistemas produtores da Grande São Paulo é suficiente para manter o abastecimento sem adoção do racionamento oficial até "meados de março". (O Estado de São Paulo – 04.08.2014)
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