Notícias do setor
06/08/2014
Gastos públicos subiram de 14% em 1997 para 19% do PIB em 2013

As despesas do governo federal crescem sistematicamente desde 1997, levando junto o montante de impostos cobrados no país pela União. Segundo especialistas, o crescimento dessas despesas está muito associado aos gastos vinculados ao salário mínimo, que vem tendo reajustes acima da inflação desde os anos 1990. Somente as transferências sociais, aposentadorias públicas e privadas, seguro-desemprego e abono salarial respondem por 72,5% das despesas públicas, segundo cálculos do especialista Raul Velloso. Dessa forma, os gastos do governo federal subiram de 14% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos pelo país em um ano) em 1997, para 18,8% no ano passado. Já a carga de impostos cobrados pela União, também em proporção do PIB, passaram de 18,1% para 25,3%no período. Margarida Gutierrez, professora do Coppead, concorda que esse crescimento das despesas se deve a gastos vinculados ao salário mínimo: benefícios previdenciários, seguro-desemprego e lei do idoso e alguns gastos com educação e saúde, sobretudo no governo Dilma Rousseff. — Cada vez mais os governos estão fazendo gastos que são obrigatórios. Segundo Margarida, enquanto os gastos obrigatórios crescem, o investimento público não avança. Ela pondera que esse aumento nas transferências de renda é bom porque reduz as desigualdades sociais do país. Mas isso dificulta o ajuste fiscal: — Também não dá para subir a carga tributária, que já é das maiores do mundo e a segunda maior da América Latina. (O Globo – 05.08.2014)

 

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