Os maiores bancos do país estão indo na contramão do que deseja o governo federal para acelerar o baixo crescimento da economia. Em vez de aumentar a oferta, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander, e até mesmo as instituições públicas, estão reduzindo o ritmo de expansão do crédito. E, segundo os próprios bancos, esse cenário não deve mudar a curto prazo, dificultando o incremento do consumo. A avaliação de bancos e analistas é que há um cenário de incerteza, com eleições presidenciais, baixa expansão do PIB e risco de maior inadimplência. Do lado da demanda, os consumidores estão endividados, com a capacidade de pagamento comprometida. Assim, evitam tomar crédito. — Os bancos estão muito mais conservadores na concessão de empréstimos, para evitar aumento da inadimplência — diz André Riva, analista da corretora mexicana GBM. O economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, lembra que, se a oferta de crédito está mais fraca, a procura por novos financiamentos também perdeu fôlego. A alta dos juros tornou os empréstimos mais caros, e o avanço da inflação impacta negativamente a demanda. (O Globo – 15.08.2014)
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