21/08/2014
Aneel deve mudar regras para linhões
A Aneel está estudando novas condições para tornar os próximos leilões de linhas de transmissão mais atrativos. O objetivo é evitar que a baixa atratividade observada nos últimos leilões comprometa a expansão do sistema de transmissão brasileiro. Nos últimos dois anos, desconsiderando o leilão do linhão de Belo Monte, mais de um terço dos lotes ofertados pela agência não despertaram o interesse dos investidores. A situação é preocupante quando se observa a previsão da EPE sobre a necessidade de investimentos de transmissão para os próximos anos. De acordo com a estatal, serão necessários 35.216 km de novas linhas até 2017, o que significa um crescimento de 33% do sistema atual. Para colocar essas linhas de pé, a estatal de estudos energéticos prevê que sejam necessários investimentos da ordem de R$ 20 bilhões. Outro complicador é o fato de dois dos principais investidores do setor - a Eletrobras e a Cteep - terem reduzido a participação nas licitações. Nos dois casos, o motivo é a polêmica Medida Provisória 579, da Renovação das Concessões. A estatal federal de energia está com a sua capacidade de investimentos comprometida depois que aderiu ao programa de renovação das concessões, que reduziu em cerca de R$ 10 bilhões a receita anual da companhia. Já a transmissora paulista determinou que só fará novos investimentos no Brasil depois que receber os R$ 5,2 bilhões que julga ter direito por reforços feitos em linhas de transmissão anteriores a 2000 e não indenizados pelo governo. (Valor Econômico – 20.08.2014)