A economia brasileira encolheu no segundo trimestre, de acordo com a maioria dos analistas do mercado financeiro. As expectativas para o resultado do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) de abril a junho, que será divulgado pelo IBGE na próxima sexta-feira, estão entre estagnação e queda de até 0,6% em comparação aos primeiros três meses, segundo a agência Bloomberg News. Para este ano, a expansão não chegará a 1%. De acordo com o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Mauro Borges, a recuperação da economia não virá este ano. Nas previsões ainda para o segundo trimestre, na comparação com o mesmo período de 2013, espera-se outra queda: de 0,5%, sendo que as projeções mais pessimistas apontam retração de 1%. Na ponta mais otimista, haveria expansão de 0,2%. Entre abril e junho, pesaram sobre a economia brasileira o forte recuo na confiança de empresários e de consumidores, bem como o fraco desempenho da indústria e do comércio, que tiveram dias úteis ceifados pela Copa do Mundo. E o cenário pode ficar pior, com uma possível revisão dos dados do primeiro trimestre. O crescimento de 0,2% poderia ficar negativo. Com dois trimestres consecutivos de queda do PIB, estaria configurada uma recessão técnica. A principal pressão para o recuo do PIB deve vir dos investimentos. (O Globo – 26.08.2014)
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