Nem todos especialistas concordam que a redução das chuvas é a causa do aumento do uso das térmicas e fala-se em ineficiência das hidrelétricas. O fato é que, desde outubro de 2012, as térmicas funcionam a plena carga. De 10% do total de energia produzido, as térmicas passaram a garantir de 20% a 30%. A energia térmica é mais cara, problema que estourou no caixa das distribuidoras. O Tesouro bancou as primeiras contas. Mas elas não pararam de crescer. As limitações fiscais levaram o governo a montar operações de socorro na forma de empréstimos do setor financeiro, que totalizam R$ 23,3 bilhões. A situação só não é pior pelo motivo errado: o baixo crescimento econômico diminui a pressão da demanda. O consumo deste ano já teve uma redução de pouco mais de 1 mil MW médios para 64,7 mil MW médios e deve diminuir mais 1,6 mil MW médios em relação ao projetado para 2015. (Valor Econômico – 17.09.2014)
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