Companhia tenta captar recursos com sócios para evitar inadimplência
Por Wagner Freire
A Santo Antônio Energia (SAE) deixou de aportar R$266 milhões na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica e agora corre o risco de ficar inadimplente no mercado caso não honre com os seus compromissos até o dia 6 de outubro. O valor é relativo à liquidação do mercado de curto prazo de agosto e a SAE precisava aportar os recursos até a última sexta-feira (19/9).
"A companhia informa que, apesar dos esforços despendidos até a presente data, não conseguiu obter referidas garantias junto às instituições financeiras, bem como não possui recursos no seu caixa neste valor. Desta forma, informamos que a SAE não honrará tempestivamente com a obrigação de aporte de garantias prevista", disse a empresa, em comunicado enviado na sexta-feira (19/9) à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O Conselho de Administração da Santo Antônio Energia convocou assembleia geral de acionistas para que seja deliberado um aporte de capital no valor de R$1,4 bilhão. O recuso será utilizado para honrar as obrigações no mercado de energia.
No dia 5 de novembro, os acionistas da SAE já haviam realizado um aporte adicional de R$850 milhões. Tais recursos foram utilizados para que a companhia pudesse liquidar suas obrigações relativas ao mês de julho. . O grupo é formado por Furnas (395), fundo Caixa FIP (20%), Odebrecht Energia (18,6%), Cemig (10%) e Saag Investimentos (12,4%), cujos acionistas são Andrade Gutierrez e Cemig.
Imbróglio
A SAE opera a hidrelétrica de Santo Antônio (3.568MW), localizada no rio Madeira, em Rondônia. A usina, porém, vem gerando abaixo do contrato, causando um rombo financeiro para a companhia. O problema se intensificou quanto o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) derrubou no dia 8 de agosto uma liminar que protegia a SAE de pagar a conta. A companhia continua tentando reverter a questão na Justiça, por entender que a cobrança é indevida.
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