O consórcio Saesa, dono da hidrelétrica de mesmo nome cobra do consórcio construtor contratado para realizar a obra e fornecer os equipamentos para a usina um valor de R$ 1,247 bilhão por descumprimento do cronograma do projeto. A cobrança ocorre ao mesmo tempo em que os sócios da Saesa discutem um aporte de R$ 1,14 bilhão para quitar débitos na CCEE e continuar a obra. O pano de fundo das discussões envolve Furnas e Odebrecht. De acordo com balanço da Saesa do segundo trimestre, o CCSA deve ressarcir o consórcio por custos incorridos pelo descumprimento de dois contratos aditivos assinados pela Saesa com a Aneel. O primeiro aditivo previa a antecipação do início de operação da usina, de 1º de dezembro de 2012 para 1º de maio de 2012. O segundo antecipou novamente o início de operação das máquinas, para 1º de dezembro de 2011. Pelo documento, a Saesa deve ser ressarcida em R$ 59,9 milhões referente ao primeiro aditivo. "A Saesa deve repassar ao CCSA o custo pela compra de volume de energia, ao preço da tarifa de energia resultante do leilão da UHE Santo Antônio, para suprir atrasos na disponibilidade para entrada em operação comercial de unidades geradoras em relação ao cronograma do 1º termo aditivo ao contrato de concessão", informou a Saesa em nota no balanço. Com relação ao segundo aditivo, a Saesa cobra R$ 1,187 bilhão da CCSA, por entender que "o cronograma de entrada em operação comercial das unidades geradoras não está sendo atendido, fazendo com que o resultado líquido da apuração gere para a companhia [Saesa] um ressarcimento junto ao CCSA". Nada garante, porém, que o valor será pago. Segundo o próprio documento, a Saesa e o CCSA "estão em tratativas no intuito de convergirem em um acordo com relação a forma e o prazo de liquidação do pleito". Procurada, Furnas não se manifestou sobre o assunto. (Valor Econômico – 30.09.2014)
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