Para tentar garantir o sucesso do leilão de energia marcado para 3 de dezembro, o governo vai reduzir o teto do preço da energia no mercado de curto prazo, chamado PLD. O objetivo é desestimular que empresas deixem de vender energia no leilão para obter um preço maior no mercado de curto prazo em 2015. No leilão de dezembro, a Aneel tenta garantir oferta de energia suficiente para que as distribuidoras de energia não enfrentem um problema semelhante ao deste ano, quando registraram um prejuízo de R$ 19 bilhões. Isso aconteceu porque, em 2013, dois leilões não atraíram geradores em volume suficiente. Eles preferiram apostar na alta do preço no mercado de curto prazo. Com a oferta menor, as distribuidoras não conseguiram contratar o volume de energia necessário para garantir o fornecimento de energia. Tiveram, assim, que recorrer ao mercado de curto prazo. Atualmente, o teto do PLD é de R$ 822,83 por megawatt-hora. Como comparação, o custo médio de geração das usinas que aderiram ao plano de renovação das concessões em 2012 é de R$ 30 por megawatt-hora. O governo quer reduzir o PLD em até 50%. (Folha de São Paulo – 14.10.2014)
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