Proposta em audiência pública reduz pela metade o valor máximo e dobra o valor mínimo para 2015
Sueli Montenegro, da Agência CanalEnergia, de Brasília, Mercado Livre
14/10/2014
O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, Romeu Rufino, negou qualquer pressão do governo para a redução do valor máximo do Preço de Liquidação das Diferenças. Rufino admitiu que a alteração no teto do PLD influencia a decisão dos geradores de participarem de leilões de energia, mas negou qualquer relação direta da proposta da agência com o A-1 do próximo dia 5 de dezembro.
“O que houve foi uma iniciativa da Aneel para, como faz todo ano, rediscutir o assunto. Essa proposta reflete nossa melhor convicção. Não houve nem pressão nem pedido do governo para mexer no PLD”, afirmou Rufino, ao ser questionado sobre uma eventual relação entre a decisão da Aneel e a preocupação do Ministério de Minas e Energia em garantir oferta de energia velha para o certame.
A agência reguladora propôs em audiência pública a redução do valor máximo previsto para 2015 dos atuais R$ 822,83 por MWh para R$ 388,04/MWh. Esse valor corresponde ao Custo Variável Unitário da termelétrica a gás Mário Lago, que vai substituir a UTE Alegrete como usina de referência no cálculo do PLD. O mínimo passou de R$ 15,62/MWh para R$ 30,26/MWh no ano que vem.
Segundo Rufino, o impacto do PLD no próximo leilão de energia existente é uma decorrência do processo. “É evidente que dependendo do teto do PLD pode ter mais ou menos interesse de jogar com essa questão na liquidação no mercado de curto prazo”, explicou o diretor da Aneel. O certame prevê contratos com duração de três e cinco anos para a substituição de contratos de energia velha das distribuidoras que vencem em dezembro desse ano. Mas, para se tornar atrativo aos geradores ainda será necessário casar preço e prazo.
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